Sem Taxas Extras Daqui em Diante
As taxas ilegais e abusivas que as companhias aéreas estão cobrando devem estar com os dias contados, pelo menos aqui no Brasil.
No último dia 05 de Junho, quando embarquei para Floripa munido de informação procedente da ANAC (o órgão federal que é autoridade sobre as mesmas), dediquei algum tempo para estudar o assunto e argumentar bem com os funcionários responsáveis da Gol. O texto diz que
"...nas linhas internacionais em que se aplique o "Sistema de Peso", do mesmo modo que nas linhas domésticas, essa Gerência Geral entende que as restrições impostas pelas empresas para franquia de bagagem não têm respaldo na regulamentação em vigor, bem como não foi objeto de aprovação pelo órgão Regulador."
Por “restrições” entenda-se taxas, que no caso da Gol são bem amargas: R$ 100,00.
A tal taxa, como alguns já sabem, é decorrente de um parecer particular e de má fé que as companhias aéreas criaram a partir do que elas mesmas decidem ser “bagagem especial”.
Cheguei no aeroporto disposto a conversar amigavelmente com as pessoas responsáveis. Ao invés de ir direto para o check-in, fui para o balcão de informações e serviços da Gol. Logo já fui dizendo que não iria pagar nem um valor pela minha prancha devido ao fato da cobrança ser ilegal. A moça que me atendeu chamou sua superior que respondia pela equipe da Gol naquela noite. Depois de cerca de 20 minutos de conversa, achei que não iria levar. Disse a ela que a tal taxa era ilegal, que a Gol desrespeitava as determinações da ANAC e que poderia processar a companhia por isso. Ela disse que não poderia fazer nada pois eram ordens que recebia dos altos escalões da empresa, e, que se eu quisesse poderia mover um processo contra a Gol. Falei que eu iria embarcar mesmo assim e sem pagar, mas ela disse que isso seria impossível, pois minha prancha simplesmente não seria despachada. Conversamos educadamente e ninguém se alterou. Depois de usar todos os argumentos possíveis e convenientes, eu já estava quase desistido, quando meu amigo disse: “Aquele não é o escritório da ANAC?” Fomos até lá e ao entrar na sala eu perguntei a funcionária se ela podia me ajudar. Descrevi para ela a situação. Imediatamente ela confrontou a funcionária da Gol que pegou seu celular e ligou para o escritório central da empresa. Depois de alguns minutos de conversa entre elas, fui informado que não precisaria pagar nada. Ela inclusive se desculpou pelo inconveniente.
Fui para Floripa, surfei quatro dias de swell pequeno no Campeche e na Mole e voltei também sem pagar nenhuma taxa extra.
Cabe dizer aqui que, a não ser por essa situação incômoda, o serviço da Gol foi excelente em tudo.
Bem, acho que daqui para frente a mobilização em prol do fim dessa taxa abusiva deve ser maior ainda e nós surfistas podemos usar os próprios documentos da ANAC para ficarmos isentos dessas cobranças ilegais. Se isso não bastar, podemos contar com o trabalho dos funcionários e inspetores da ANAC nos aeroportos do país, como foi o meu caso.
Para concluir, agradeço o advogado e surfista Paulo Renato L. de Magalhães Filho que tem dedicado seu tempo e suas atribuições judiciárias para fazer justiça nessa situação. O documento que apresentei lá no aeroporto foi enviado por ele, depois de exaustivas pesquisas sobre o assunto. O Giovanni fala mais sobre isso no seu blog.
Com cerca de 7250
equipes competindo esse ano no Fantasy surfer, meu amigo Giovanni Mancuso depois da etapa de
abertura do WCT , teve um SCORE= 600
e está na posição 5298.
Eu, com a equipe descrita no post anterior (troquei
Julian Wilson por Trent Munro), estou em 1444 com pontuação de
783.
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Domingo passado (04/03) tinha altas em Xangrilá. Surfei um outside de 1,5m. sozinho. Depois da tormenta de sábado, o dia amanheceu
surpreendente.
Bobby Martinez
O rookie of the year de 2006 teve uma ótima performance nessa etapa ano passado e terminou em terceiro junto com Adriano. Esse ano deve estar com mais conhecimento do pico e das melhores táticas de competição em Snapper Rocks.
Joel Parkinson
Parko é craque em fazer notas acima de 9 em picos perfeitos para direita. Seu surf está cada vez mais encaixado para conseguir high scores.
Cory Lopez
Quem já viu Cory de backside em Snapper sabe do que ele é capaz. Acho que Cory tem tudo para subir no ranking esse ano. Seu terceiro lugar no último Pipe Master não foi em vão.
Bede Durbidge
O underdog do tour. Bede venceu em Trestles ano passado e tem manobras arrojadas para o tipo de onda de Snapper.
Adriano de Souza
Terceiro ano passado nessa etapa. Deve estar fervendo para obter um grande resultado lá esse ano de novo.
Travis Logie
Uma das melhores e mais arrojadas performances entre os novos em 2006 (embora tenha ingressado no tour antes). Deve melhorar ainda mais nesse ano.
Léo Neves
Acho que o Léo deve estrear passando uma ou duas baterias lá.
Julian Wilson (wild card)
Não conheço. Foi uma escolha para preencher o salary cap do Fantasy Surfer. Estou jogando segundo conforme as regras afinal.
Pela primeira vez em dois anos não escolho o KS. Também abri mão de Fanning e AI, pois são muito caros. Dei preferência por caras mais baratos, que possam ir longe também.
Em uma trip
para um pico secreto na Califórnia, Damien Hobgood surfa altas direitas
junto com poucos caras n'água. As imagens são para um filme da Globe
(patrocínio do atleta) e, apesar da session
ter ocorrido no fim de 2005, as manobras que o cara manda naquelas
paredes de 6' 8' são nada menos que impressionantes. Repare na precisão
que ele se projeta para manobrar no crítico e a conexão perfeita com a
próxima manobra. Além dos tubos de vários segundos, é claro.
Confira aqui:
TEM ONDA NA RUSSIA!!!
Tom
Curren, o porto-riquenho Brian Toth e o fotógrafo Ted Grambeau acharam
picos intactos num lugar inóspito na ex-república soviética.
Há
bem pouco tempo atrás ninguém pensava em surf em países como China,
Alemanha, Itália ou a própria Rússia. Hoje esses países começam a
marcar presença no surf mundial com campeonatos e surfistas no WQS
(como é o caso do circuito chinês e do alemão Marlon Lipke,
respectivamente). O potencial surfístico mundial, de ondas e surfistas,
ainda tem muito para ser explorado. Isso sem falar no surf em piscinas,
rios e reefs perdidos no meio do oceano.
Veja mais fotos aqui.
RIP CURL LANÇA PRIMEIRA POWER HEATED WETSUIT
A wetsuit tem dois aquecedores de fibra que conduzem a eletricidade que gera calor e aquece o sangue.
A
previsão de lançamento do produto coincide com o inverno do hemisfério
sul. Ainda em testes a wetsuit deve revolucionar conceitos e facilitar
a performance dos surfistas em mares gélidos. Acho que aqui no nosso
inverno gaúcho vai ser um bom negócio, apesar do fato da roupa ter sido
testada no pólo norte em temperatura glacial e depois do banho o atleta
da equipe sair d'água e dizer que estava pegando fogo de calor!!!!
Confira o vídeo no site da Rip Curl.